Caso · 2016–2023

Delações e depoimentos

Acordos de colaboração premiada e de leniência, depoimentos em juízo e interceptações telefônicas ocuparam o centro dos processos: foram usados pela acusação, contestados pela defesa e, em parte, invalidados pelo STF. Aqui estão as decisões que homologaram, divulgaram, limitaram ou anularam esse material.

38 eventos · 46 documentos · 103 trechos conferidos · 29 registros de áudio/vídeo

Situação registrada até 20 de outubro de 2026

  • O diálogo entre Lula e Dilma Rousseff gravado em 16/03/2016, após a ordem de interrupção das escutas, foi declarado nulo pelo STF em 13/06/2016 (Rcl 23.457), que também cassou as decisões que levantaram o sigilo.
  • A juntada da delação de Antonio Palocci à ação do Instituto Lula, determinada de ofício por Sergio Moro às vésperas do primeiro turno de 2018, foi desfeita pela 2ª Turma do STF em 04/08/2020.
  • As provas obtidas a partir do acordo de leniência da Odebrecht e de seus sistemas foram declaradas imprestáveis contra Lula em 2021 e, com efeitos para todos, em 06/09/2023 (Rcl 43.007). Os agravos contra a decisão de 2023 não tinham registro de julgamento no andamento do STF até 20/10/2026.
  • As mensagens apreendidas na Operação Spoofing não tiveram autenticidade atestada nem negada pela perícia da PF; a 2ª Turma declarou a suspeição de Moro afirmando prescindir desse material.

Atos declarados ilegais ou irregulares neste caso 8

2016 14 eventos

  1. 13ª Vara de Curitiba autoriza interceptar telefones ligados a Lula, inclusive ramal de escritório de advocacia

    Segundo o voto-vista do Min. Gilmar Mendes no HC 164.493, em 19/02/2016 o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, a pedido do MPF, determinou a interceptação telefônica de pessoas relacionadas a Lula, medida que alcançou o ramal-tronco do escritório Teixeira, Martins & Advogados. Na decisão de 16/03/2016 transcrita no voto, o então juiz Sergio Moro afirmou que o advogado Roberto Teixeira era investigado e que não identificara com clareza relação cliente/advogado a preservar. A decisão do STF no MS 34.070 registra que as interceptações ocorreram no processo 5006205-98.2016.4.04.7000.

  2. Operação Aletheia: Lula é levado a depor por condução coercitiva

    Em 04/03/2016, na fase da Lava Jato denominada Operação Aletheia, Lula foi conduzido coercitivamente para depor. Segundo o voto-vista do Min. Gilmar Mendes no HC 164.493, a decisão do juízo de Curitiba justificou a medida pela intenção de evitar tumultos como o ocorrido no Fórum da Barra Funda e previa que o mandado só seria usado se o ex-presidente recusasse o convite para depor; o voto afirma que essa condição não foi observada. A ementa do HC 164.493, reproduzida pelo STF em 2023, aponta o episódio como um dos fatos indicativos de parcialidade do magistrado.

  3. Teori Zavascki homologa colaboração premiada de Delcídio do Amaral e retira o sigilo

    Na Pet 5.952, o Min. Teori Zavascki homologou o acordo de colaboração firmado entre o MPF e o então senador Delcídio do Amaral, com 21 termos de declarações, e afastou o sigilo por entender que não havia interesse social a justificar a reserva de publicidade. Segundo o pedido da PGR transcrito na decisão, as declarações se relacionam aos fatos dos Inquéritos 4.170 (suposta trama para evitar a colaboração de Nestor Cerveró) e 3.989. A decisão registra que depoimentos de colaboração não são, por si sós, meio de prova.

  4. Ordem de interromper escutas é dada às 11h12; diálogo Lula–Dilma é gravado às 13h32

    Segundo a decisão do Min. Teori Zavascki na Rcl 23.457, o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba determinou a interrupção das interceptações em 16/03/2016, às 11:12:22 (evento 112), mas, antes do cumprimento pelas operadoras, foi captado às 13h32 diálogo entre a então presidente Dilma Rousseff e Lula, juntado pela PF no evento 133. A liminar do Min. Gilmar Mendes no MS 34.070 registra a ordem às 11h13 e transcreve o diálogo sobre o envio do termo de posse. Em nota oficial reproduzida nessa decisão, a Presidência afirmou que a expressão 'pra gente ter ele' significava o governo ter o termo assinado para uso na cerimônia. Em 13/06/2016, o STF declarou nulo o conteúdo colhido após a ordem de interrupção. O áudio da conversa, na cópia publicada pela EBC em 16/03/2016, está no acervo, com a transcrição reproduzida pelo STF no MS 34.070.

  5. Moro levanta o sigilo das interceptações de Lula no processo 5006205-98.2016.4.04.7000

    Em decisões de 16/03/2016 (evento 135) e 17/03/2016 (evento 140), o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba levantou o sigilo do conteúdo das interceptações, incluindo o diálogo das 13h32. Na decisão de 17/03, transcrita pelo STF, o juiz afirmou não ter reparado antes no horário, considerou que havia justa causa e autorização legal e manteve o diálogo nos autos, citando o precedente US v. Nixon. Segundo o STF, a divulgação ocorreu sem remessa dos autos à Corte, embora houvesse conversas com autoridades com prerrogativa de foro.

  6. Áudios das interceptações telefônicas de Lula tornam-se públicos e são publicados pela EBC

    Com o levantamento do sigilo do processo 5006205-98.2016.4.04.7000 pelo juiz Sergio Moro (decisões de 16/03/2016, evento 135, e 17/03/2016, evento 140), gravações das interceptações telefônicas do ex-presidente Lula e de pessoas a ele associadas, autorizadas em 19/02/2016, passaram a circular. A EBC reuniu mais de 20 áudios na página 'Ouça os áudios de Lula divulgados pelo juiz Sérgio Moro' (17-18/03/2016). Em 13/06/2016, o STF (Rcl 23.457) cassou as decisões de levantamento do sigilo por usurpação de competência e declarou nulas apenas as conversas colhidas após a ordem de interrupção, sem juízo de valor sobre o restante do conteúdo.

  7. DelaçõesContexto

    Gilmar Mendes suspende a nomeação de Lula para a Casa Civil, citando diálogos interceptados

    No MS 34.070, o Min. Gilmar Mendes suspendeu liminarmente a nomeação de Lula como ministro-chefe da Casa Civil e manteve na primeira instância os procedimentos criminais contra ele. A decisão afirmou não ser necessário, naquele momento, emitir juízo sobre a licitude da gravação das 13h32, por entender que a então presidente admitira a existência e o conteúdo da conversa em nota oficial e em discurso. Segundo a mesma decisão, a Presidência sustentou que o termo de posse seria usado caso Lula não comparecesse à cerimônia de 17/03/2016.

  8. Teori Zavascki suspende efeitos da divulgação e manda as interceptações de Lula ao STF

    Na Rcl 23.457, ajuizada pela Presidente da República, o Min. Teori Zavascki deferiu liminar para suspender e remeter ao STF o pedido de quebra de sigilo 5006205-98.2016.4.04.7000 e procedimentos relacionados, sustando os efeitos da decisão que autorizou a divulgação das conversas. Segundo a decisão de 13/06/2016, a liminar foi referendada pelo Plenário em 31/03/2016.

  9. Em informações ao STF, Moro pede 'respeitosas escusas' pela decisão de 16/03/2016

    Segundo a decisão de 13/06/2016 na Rcl 23.457, o juiz Sergio Moro prestou informações em 29/03/2016 nas quais sustentou que, a seu ver, a competência para decidir sobre o sigilo era da 13ª Vara até a posse de Lula como ministro, reconheceu que o entendimento poderia ser considerado incorreto ou ter gerado polêmicas e pediu escusas ao STF. Afirmou também que o levantamento do sigilo atendeu a requerimento do MPF e não teve por objetivo gerar fato político-partidário.

  10. STF anula conversas gravadas após ordem de interrupção e cassa decisões que levantaram o sigilo

    O Min. Teori Zavascki julgou parcialmente procedente a Rcl 23.457 para cassar as decisões de 16 e 17/03/2016 que levantaram o sigilo das conversas e reconhecer a nulidade do conteúdo colhido após a ordem de interrupção das interceptações. A decisão ressalvou que não fazia juízo de valor sobre o restante do material interceptado, cuja higidez poderia ser contestada pela via própria, e devolveu ao juízo de primeiro grau procedimentos que não envolviam autoridades com foro no STF.

  11. Teori envia ao DF denúncia sobre suposta obstrução da colaboração de Nestor Cerveró, que inclui Lula

    No Inq 4.170, em que a PGR denunciou Delcídio do Amaral, André Esteves, Edson Ribeiro, Diogo Ferreira, Lula, Maurício Bumlai e José Carlos Bumlai, o Min. Teori Zavascki determinou a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, após a cassação do mandato de Delcídio. Segundo o aditamento da denúncia transcrito na decisão, o envolvimento de Lula foi objeto do Termo de Colaboração n. 6 de Delcídio do Amaral. A defesa de Lula havia pedido a manutenção do caso no STF; a PGR pedia a remessa a Curitiba.

  12. Procuradores apresentam a denúncia do triplex em entrevista coletiva com PowerPoint

    Em 14/09/2016, a partir das 16h, o procurador da República Deltan Dallagnol concedeu entrevista coletiva para divulgar denúncia oferecida contra Lula, com uso de apresentação em PowerPoint. O episódio foi objeto de ação de indenização por danos morais que, segundo o acórdão do STJ, foi julgada improcedente em primeira e segunda instâncias antes de o STJ condenar o procurador em 2022. A defesa de Lula sustentou que a entrevista configuraria exposição midiática e pediu a suspeição dos procuradores; a sentença, transcrita no acórdão do TRF4, afirmou que críticas à forma ou à linguagem da entrevista não tinham efeito prático para a ação penal, e o TRF4 rejeitou a suspeição.

  13. MPF firma acordo de leniência com a Odebrecht S.A.

    Segundo nota oficial do MPF de 21/12/2016, em 01/12/2016 a força-tarefa Lava Jato no Paraná e o grupo de trabalho da Lava Jato na PGR firmaram acordo de leniência com a Odebrecht S.A., que admitiu ilícitos em benefício das empresas do grupo e se comprometeu a pagar R$ 3,828 bilhões. A nota informa que os acordos ainda seriam submetidos aos juízos competentes, entre eles a 13ª Vara Federal de Curitiba. Em decisões do STF de 2021 e 2023, o acordo aparece como Acordo de Leniência 5020175-34.2017.4.04.7000, cujas provas foram declaradas imprestáveis.

  14. Odebrecht firma acordo de confissão com o Departamento de Justiça dos EUA

    No acordo protocolado no Distrito Leste de Nova York (Cr. No. 16-643), a Odebrecht S.A. comprometeu-se a se declarar culpada e admitiu os fatos do Statement of Facts, que descreve a 'Division of Structured Operations' e os sistemas MyWebDay (pagamentos e planilhas) e Drousys (comunicação). Segundo o acordo, a empresa concordou com pena criminal de US$ 2,6 bilhões a ser paga a EUA, Brasil e Suíça. O documento identifica agentes públicos por códigos, sem nomeá-los. Em 2023, o STF declarou imprestáveis no Brasil as provas obtidas a partir do acordo de leniência da Odebrecht com o MPF e desses sistemas.

2017 4 eventos

  1. Presidente do STF, Cármen Lúcia, homologa as 77 colaborações de executivos da Odebrecht

    Segundo nota oficial do STF de 30/01/2017, a presidente do Tribunal, Min. Cármen Lúcia, homologou as 77 delações da Odebrecht, e a documentação seguiu para a PGR. A homologação ocorreu após a morte do relator da Lava Jato, Min. Teori Zavascki, em 19/01/2017, segundo registros de imprensa.

  2. Fachin divulga decisões sobre pedidos da PGR baseados nas delações da Odebrecht e retira sigilo

    Segundo nota do STF de 11/04/2017, o relator Edson Fachin determinou a abertura de 74 inquéritos, revogou o sigilo na maioria dos processos e remeteu 201 petições a outras instâncias. A lista divulgada pelo STF inclui petições que mencionam Lula, como a Pet 6.780 (com Paulo Okamotto, remetida à JFPR) e a Pet 6.664 (com Palocci, Dilma Rousseff e Guido Mantega, com encaminhamento ao STF e à JFPR).

  3. Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é interrogado por Sergio Moro

    Em interrogatório como corréu (evento 809, segundo o acórdão do TRF4), José Adelmário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro) afirmou que o apartamento triplex era destinado ao ex-presidente desde que assumiu os empreendimentos da Bancoop. O acórdão registra que ele não tinha acordo de colaboração homologado à época. A defesa de Lula sustentou que não havia prova de corroboração dos depoimentos de Léo Pinheiro e de Agenor Medeiros. Em decisão de 15/05/2017, transcrita pelo STF na Rcl 27.229, o juízo registrou que os acusados declararam nos interrogatórios que tentavam celebrar acordo de colaboração, mas que nada havia sido ultimado.

  4. Fachin rejeita reclamação de Lula sobre acesso a tratativas de delação de Léo Pinheiro

    O Min. Edson Fachin julgou improcedente a Rcl 27.229, em que a defesa de Lula pedia acesso a informações sobre negociações de colaboração dos corréus Léo Pinheiro e Agenor Medeiros. Segundo a decisão, o juízo de Curitiba e a PGR informaram que não havia acordo formalizado, e tratativas em curso constituiriam diligências não alcançadas pela Súmula Vinculante 14.

2018 5 eventos

  1. 2ª Turma do STF remete à Justiça Federal de SP delações da Odebrecht sobre despesas de Lula (Pet 6.780)

    Segundo nota do STF, a 2ª Turma decidiu, por maioria, remeter à Justiça Federal de São Paulo os termos das colaborações de Emilio e Marcelo Odebrecht e de outros executivos sobre repasses para despesas de Lula, que o relator Edson Fachin havia enviado à 13ª Vara Federal de Curitiba. Prevaleceu o voto do Min. Dias Toffoli, acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

  2. TRF4 homologa acordo de colaboração de Antonio Palocci com a Polícia Federal

    Segundo notícia oficial do TRF4, o acordo de colaboração premiada firmado entre Antonio Palocci e a Polícia Federal em março de 2018 foi homologado pelo tribunal em junho de 2018; a imprensa registrou a homologação pelo desembargador João Pedro Gebran Neto em 22/06/2018. Na decisão de 01/10/2018, transcrita pelo STF, o juiz Sergio Moro referiu-se ao acordo como celebrado com a PF e homologado pelo TRF4.

  3. Justiça Federal no DF absolve Lula e demais réus na ação sobre suposta obstrução (caso Cerveró)

    Segundo registros de imprensa, o juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal Criminal do DF, absolveu Lula, Delcídio do Amaral e outros cinco réus na ação originada da denúncia do Inq 4.170, por insuficiência de provas; as mesmas fontes informam que o MPF/DF havia pedido a absolvição de Lula em 2017. A íntegra oficial da sentença não foi localizada em portal oficial (ver questões em aberto).

  4. 2ª Turma do STF remete à Justiça Federal do DF delação da Odebrecht sobre Lula e Guido Mantega (Pet 6.664)

    Segundo nota do STF, a 2ª Turma decidiu, por maioria, remeter à Justiça Federal do Distrito Federal cópias de termos de colaboração da Odebrecht relativos a Lula e ao ex-ministro Guido Mantega, que o relator Edson Fachin havia encaminhado à Justiça Federal do Paraná.

  5. Moro junta de ofício e torna público termo da delação de Palocci na ação do Instituto Lula

    Em 01/10/2018, na ação penal 5063130-17.2016.4.04.7000, o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba determinou o traslado do acordo de colaboração de Palocci com a PF, da decisão de homologação e do Termo de Colaboração nº 1, afirmando não vislumbrar riscos às investigações e que, no julgamento, consideraria apenas o depoimento prestado sob contraditório. Segundo o voto do Min. Ricardo Lewandowski no HC 163.943, a decisão foi proferida após o encerramento da instrução e às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 07/10/2018.

2019 4 eventos

  1. Fachin nega seguimento a habeas corpus de Lula contra a juntada da delação de Palocci

    O Min. Edson Fachin negou seguimento ao HC 163.943. Quanto à colaboração de Palocci, entendeu que a juntada visava permitir eventual análise de sanção premial e que o juiz afirmara que os elementos juntados de ofício não seriam usados como prova contra os coacusados. Para o relator, não ficou demonstrado que a atividade processual do juiz tenha se inclinado a uma hipótese acusatória.

  2. DelaçõesContexto

    The Intercept Brasil começa a publicar mensagens atribuídas a integrantes da Lava Jato

    Em 09/06/2019, o site The Intercept Brasil começou a publicar mensagens atribuídas a procuradores da força-tarefa e ao então juiz Sergio Moro, que o veículo afirmou ter recebido de fonte anônima. Em 2021, o STF registrou que parte das mensagens apreendidas na Operação Spoofing, relativas a conversas entre Moro e integrantes da força-tarefa, havia sido publicada por veículos de imprensa.

  3. DelaçõesContexto

    Polícia Federal deflagra a Operação Spoofing sobre invasão de contas de autoridades

    Segundo nota da PF, em 23/07/2019 foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e quatro de prisão temporária em São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto contra organização suspeita de crimes cibernéticos. Em nota de 25/07/2019, a PF afirmou que a investigação não tinha como objeto analisar as mensagens supostamente subtraídas, que seriam preservadas por se tratar de diálogos privados obtidos por meio ilegal. A ação penal decorrente (1015706-59.2019.4.01.3400) tramita na 10ª Vara Federal Criminal do DF, segundo o STF. Relatório da PF transcrito pelo STF menciona laudo pericial sobre computador de Walter Delgatti Neto com conversas exportadas do Telegram atribuídas ao usuário 'Deltan Dallagnol'.

  4. Fachin homologa colaboração premiada de Léo Pinheiro firmada com a PGR

    Segundo registros de imprensa, o Min. Edson Fachin homologou em setembro de 2019 o acordo de colaboração do ex-presidente da OAS firmado com a Procuradoria-Geral da República, arquivando trechos a pedido da PGR. Em 22/09/2020, nota do STF sobre a Pet 8.216 mencionou termos de colaboração firmados por Léo Pinheiro com o MPF. A decisão de homologação não foi localizada em fonte oficial pública.

2020 3 eventos

  1. 2ª Turma do STF manda retirar a delação de Palocci da ação do Instituto Lula

    Por maioria, a 2ª Turma deu parcial provimento ao agravo no HC 163.943 e determinou o desentranhamento do Termo de Colaboração 01 de Antonio Palocci Filho da ação penal, nos termos do voto do Min. Ricardo Lewandowski, vencido o relator, Min. Edson Fachin. A ementa afirma que age com abuso de poder o juiz que ordena, de ofício, às vésperas do primeiro turno e após a instrução, o levantamento do sigilo e o translado de trechos de delação. O relator vencido sustentou que o habeas corpus não se presta a tutelar a regularidade de atos processuais sem reflexo na liberdade de locomoção. Na mesma sessão, na Reclamação 33.543, prevaleceu o voto de Ricardo Lewandowski para dar à defesa acesso restrito ao acordo de leniência da Odebrecht e reabrir o prazo de alegações finais.

  2. 2ª Turma garante a Lula acesso a trechos da delação de Palocci que o mencionem (Pet 8.421)

    Segundo nota do STF, a 2ª Turma, por maioria, deu provimento a agravo da defesa de Lula na Pet 8.421 para assegurar acesso aos trechos do acordo de colaboração de Antonio Palocci que lhe imputem fatos criminosos, ressalvadas diligências em andamento. Prevaleceu o voto do Min. Gilmar Mendes; o relator, Min. Edson Fachin, havia limitado o acesso aos elementos incorporados a investigações contra o ex-presidente.

  3. Lewandowski autoriza a defesa de Lula a acessar mensagens apreendidas na Operação Spoofing

    Na Rcl 43.007, o Min. Ricardo Lewandowski determinou que o juízo da 10ª Vara Federal Criminal do DF assegurasse à defesa de Lula, com apoio de peritos da PF e em até dez dias, o compartilhamento das mensagens da Operação Spoofing que lhe dissessem respeito, mantendo sob sigilo os dados de terceiros. A decisão transcreve relatório da PF segundo o qual alterações no conteúdo anexo aos laudos poderiam ser detectadas.

2021 5 eventos

  1. Lewandowski retira o sigilo da reclamação em que garantiu a Lula acesso às mensagens da Spoofing

    Segundo nota do STF de 01/02/2021, o Min. Ricardo Lewandowski levantou o sigilo dos autos da Rcl 43.007, na qual havia autorizado o acesso da defesa de Lula a arquivos da Operação Spoofing.

  2. 2ª Turma mantém acesso de Lula às mensagens da Spoofing; Fachin diverge

    Por maioria, a 2ª Turma não conheceu da petição de procuradores da força-tarefa Lava Jato contra o compartilhamento, por falta de legitimidade. Os procuradores alegavam que o laudo da PF não afirmava a autenticidade do conteúdo; o relator registrou que a autenticidade e o valor probatório seriam examinados nos processos em que o material viesse a ser juntado. O Min. Edson Fachin votou para que o material não fosse usado até decisão do Plenário sobre sua validade.

  3. Lewandowski pede ao Ministério da Justiça informações sobre cooperação internacional com Petrobras e Odebrecht

    Na Rcl 43.007, o Min. Ricardo Lewandowski determinou que o Ministério da Justiça, como Autoridade Central para cooperação jurídica internacional, informasse se realizou ou intermediou tratativas internacionais relativas à Petrobras ou à Odebrecht, inclusive acordos de leniência e intercâmbio de dados, entre 2014 e 2020. A resposta do Ministério da Justiça a esse pedido não foi localizada no acervo. Na decisão de 06/09/2023, na mesma reclamação, o Min. Dias Toffoli citou respostas do DRCI a questionamentos que ele próprio encaminhou ao órgão.

  4. Associação de peritos federais afirma que laudo da PF sobre material da Spoofing não atestou inautenticidade

    Segundo nota da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) de 14/04/2021, reproduzida na decisão do Min. Dias Toffoli de 06/09/2023, o Laudo nº 640/2021–INC/DITEC/PF informou não ter sido possível atestar a integridade ou a autenticidade dos dados apreendidos, o que, segundo a associação, não equivale a afirmar sua inautenticidade. Nos documentos oficiais obtidos para este arquivo, não há declaração judicial de autenticidade do conteúdo das mensagens; o STF registrou que a questão da autenticidade seria examinada nos processos em que o material viesse a ser juntado.

  5. Lewandowski declara imprestáveis contra Lula as provas da leniência da Odebrecht na ação do Instituto Lula

    Na Rcl 43.007, o Min. Ricardo Lewandowski concedeu habeas corpus de ofício para declarar a imprestabilidade, quanto a Lula, dos elementos de prova obtidos a partir do Acordo de Leniência 5020175-34.2017.4.04.7000, relativamente à Ação Penal 5063130-17.2016.4.04.7000. Segundo a decisão de 06/09/2023, a 2ª Turma referendou esse entendimento em julgamento de 18/02/2022. A decisão menciona a sindicância aberta pela Corregedoria-Geral do MPF sobre a produção dessas provas.

2022 1 evento

  1. STJ condena Deltan Dallagnol a indenizar Lula em R$ 75 mil pela entrevista do PowerPoint

    Por maioria, a 4ª Turma do STJ deu parcial provimento ao REsp 1.842.613 e condenou Deltan Dallagnol a pagar R$ 75.000,00 por danos morais a Lula, por considerar que a entrevista coletiva de 14/09/2016 utilizou termos ofensivos e não técnicos e mencionou fatos que não constavam da denúncia. Ficou vencida a Min. Maria Isabel Gallotti quanto à legitimidade e ao mérito; as instâncias ordinárias haviam julgado o pedido improcedente. Segundo nota do STJ de 10/08/2022, a Turma rejeitou embargos de declaração e manteve o valor.

2023 2 eventos

  1. DelaçõesContexto

    Justiça Federal no DF condena Walter Delgatti Neto na ação penal da Operação Spoofing

    Segundo registros de imprensa, o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal Criminal do DF, condenou Walter Delgatti Neto a 20 anos e 1 mês de reclusão na ação penal 1015706-59.2019.4.01.3400, por crimes que incluem invasão de dispositivo informático, interceptação ilegal de comunicações, organização criminosa e lavagem de dinheiro; outros réus também foram condenados. A sentença era recorrível. A íntegra oficial não foi localizada em portal oficial.

    • DataJud · CNJMovimento “Procedência” registrado em 21 de agosto de 2023 (1º grau · 10ª - Brasília) no processo 1015706-59.2019.4.01.3400

      Rótulo do movimento tal como enviado pelo tribunal à base nacional do CNJ; resposta original guardada com SHA-256.

  2. Toffoli declara imprestáveis, com efeitos para todos, as provas da leniência da Odebrecht e de seus sistemas

    Na Rcl 43.007, o Min. Dias Toffoli concedeu a extensão da ordem, em definitivo e com efeitos erga omnes, para declarar imprestáveis os elementos de prova obtidos a partir do acordo de leniência da Odebrecht e dos sistemas Drousys e My Web Day B em qualquer âmbito ou grau de jurisdição, cabendo ao juízo natural de cada caso examinar o contágio de outras provas. A decisão também determinou à PF a entrega integral das mensagens da Operação Spoofing e o envio de cópias a órgãos públicos para apuração de responsabilidades. Segundo o andamento do STF, foram interpostos agravos regimentais em 12/09/2023 e 21/09/2023, incluídos no calendário da 2ª Turma para 27/02/2024, sem registro de julgamento até 20/10/2026.

    • Ante o exposto, concedo a extensão da ordem, em definitivo e com efeitos erga omnes, para declarar a imprestabilidade dos elementos de prova obtidos a partir do Acordo de Leniência 5020175-34.2017.4.04.7000, celebrado pela Odebrecht, e dos sistemas Drousys e My Web Day B, bem assim de todos os demais elementos que dele decorrem, em qualquer âmbito ou grau de jurisdição.
      Trecho literal conferido no documento, p. 132ver no contextoPDF p. 132
      é preciso reconhecer que as causas que levaram à declaração de imprestabilidade dos referidos elementos de prova são objetivas, não se restringindo ao universo subjetivo do reclamante
      Trecho literal conferido no documento, p. 85ver no contextoPDF p. 85
      o exame a respeito do contágio de outras provas, bem como sobre a necessidade de se arquivar inquéritos ou ações judiciais deverá ser realizado pelo juízo natural do feito
      Trecho literal conferido no documento, p. 133ver no contextoPDF p. 133
      Verificou-se, ademais, que a própria cadeia de custódia e a higidez técnica dos elementos probatórios obtidos pela acusação por meio dessas tratativas internacionais encontrava-se inapelavelmente comprometida

      Trecho de decisão anterior do Min. Ricardo Lewandowski reproduzido na decisão.

      Trecho literal conferido no documento, p. 30ver no contextoPDF p. 30
      já seria possível, simplesmente, concluir que a prisão do reclamante, Luiz Inácio Lula da Silva, até poder-se-ia chamar de um dos maiores erros judiciários da história do país.

      Avaliação do relator na fundamentação.

      Trecho literal conferido no documento, p. 131ver no contextoPDF p. 131

Documentos 46

Áudio e vídeo

Áudio · 27 de fevereiro de 2016 · 6 min 50 s · 1,8 MB

Áudio de interceptação telefônica (27/02/2016, segundo a EBC): Lula conversa com o ministro Jaques Wagner sobre o apoio ao governo e uma visita a Brasília

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o então ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. Seção da EBC 'Relação com Dilma e Ministério da Justiça': 'Em uma conversa com Jaques Wagner no dia 27 Lula fala sobre o discurso realizado em que cogita a candidatura para 2018 e explica o apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff naquele momento.' Duração: 6 min 50 s.

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Áudio · 27 de fevereiro de 2016 · 3 min 13 s · 1,5 MB

Áudio de interceptação telefônica (27/02/2016, segundo a EBC): Lula conversa com o senador Lindbergh Farias (cópia EBC, 'áudio 2')

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Lindbergh Farias, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. Rótulo da EBC: 'Creative Commons - CC BY 3.0 - Áudio Lava Jato - 2 - Lula e Lindbergh'. Segundo a EBC, a conversa ocorreu também em 27 de fevereiro e trata de articulação no Congresso, de Rodrigo Janot e do procurador Douglas Kirchner. Duração: 3 min 13 s.

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Áudio · 27 de fevereiro de 2016 · 3 min 54 s · 1,8 MB

Áudio de interceptação telefônica (27/02/2016, segundo a EBC): Lula conversa com Rui Falcão, presidente do PT (cópia EBC, 'áudio 1')

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e Rui Falcão, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. Rótulo da EBC: 'Creative Commons - CC BY 3.0 - Áudio Lava Jato - 1 - Lula e Rui Falcão'. Segundo a EBC, a conversa ocorreu em 27 de fevereiro e Lula fala sobre um discurso em que se coloca como possibilidade para 2018. Duração: 3 min 54 s.

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Áudio · 29 de fevereiro de 2016 · 2 min 35 s · 718 KB

Áudio de interceptação telefônica (29/02/2016, segundo a EBC): Lula desmarca ida a Brasília após a troca no Ministério da Justiça

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e interlocutor do governo (ver transcrição), em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC: 'Em outra ligação no dia 29, Lula desmarca a ida a Brasília por conta da repercussão da troca anunciada no ministério da Justiça.' Duração: 2 min 34 s.

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Áudio · 4 de março de 2016 · 9 min 23 s · 4,3 MB

Áudio de interceptação telefônica (04/03/2016): Lula conversa com Dilma Rousseff e com Jaques Wagner após a condução coercitiva (cópia EBC, 'áudio 8')

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva, a então presidente Dilma Rousseff e o então ministro Jaques Wagner, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. Rótulo da EBC: 'Creative Commons - CC BY 3.0 - Lava Jato - áudio 8 - Lula e Dilma'. Segundo a EBC, Lula fala sobre o depoimento prestado à PF no Aeroporto de Congonhas após a condução coercitiva e, na mesma ligação, conversa com Jaques Wagner. Duração: 9 min 23 s. Trecho da conversa com Dilma Rousseff transcrito na decisão liminar do STF no MS 34.070 (18/03/2016), p. 30 ('No dia 4.3, às 13h02, Luiz Inácio Lula da Silva se diz assustado com a “República de Curitiba” [...]') — documento 'delacoes-stf-ms-34070-liminar-2016-03-18'.

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Áudio · 7 de março de 2016 · 3 min 49 s · 975 KB

Áudio de interceptação telefônica (07/03/2016, 20h21, segundo a EBC): Lula conversa com Sigmaringa Seixas e critica Rodrigo Janot

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC: 'Neste áudio, do dia 7 de março, às 20h21, o ex-presidente Lula conversa com o advogado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas.' Duração: 3 min 49 s.

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Áudio · 8 de março de 2016 · 8 min 28 s · 2,1 MB

Áudio de interceptação telefônica (08/03/2016, 18h11): o cientista político Alberto Carlos Almeida sugere a Lula assumir um ministério

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o cientista político Alberto Carlos Almeida, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Cientista político sugere que Lula aceite ministério'): 'A conversa aconteceu no dia 8 de março, às 18h11'. Duração: 8 min 28 s. Trechos transcritos na decisão liminar do STF no MS 34.070 (18/03/2016), p. 24-27 ('Em 8.3.2016, às 18h11, Luiz Inácio Lula da Silva mantém conversa com o cientista político Alberto Carlos.') — documento 'delacoes-stf-ms-34070-liminar-2016-03-18'.

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Áudio · 9 de março de 2016 · 3 min 10 s · 833 KB

Áudio de interceptação telefônica (09/03/2016, 19h22, segundo a EBC): Lula e Roberto Teixeira comentam a denúncia do Ministério Público de São Paulo

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado Roberto Teixeira, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Lula questiona denúncia do Ministério Público de São Paulo'): 'No dia 9 de março, às 19h22, Lula entra em contato com um de seus advogados, Roberto Teixeira.' Duração: 3 min 10 s.

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Áudio · 9 de março de 2016 · 2 min 59 s · 796 KB

Áudio de interceptação telefônica (09/03/2016, 12h13, segundo a EBC): Lula conversa com o governador do Piauí, Wellington Dias

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Wellington Dias, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Lula: "jamais iria para o governo para me proteger"'): 'interceptado no dia 9 de março, às 12h13'. Duração: 2 min 59 s.

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Áudio · 10 de março de 2016 · 4 min 26 s · 1,1 MB

Áudio de interceptação telefônica (10/03/2016): Rui Falcão e Jaques Wagner tratam do pedido de prisão preventiva de Lula pelo MP-SP e de sua possível nomeação

Gravação de interceptação telefônica com Rui Falcão (presidente do PT) e o então ministro Jaques Wagner, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Rui Falcão e Jaques Wagner comentam pressão e pressa para que Lula aceite ser ministro'). Duração: 4 min 26 s. Trecho transcrito na decisão liminar do STF no MS 34.070 (18/03/2016), p. 28-29 ('Em uma conversa no dia 10.3, Rui Falcão [...] propõe ao então Ministro Chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, a nomeação [...]') — documento 'delacoes-stf-ms-34070-liminar-2016-03-18'.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 2 min 40 s · 675 KB

Áudio de interceptação telefônica (mar. de 2016): Lula repassa a ligação de Jaques Wagner ao deputado Paulo Teixeira

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Jaques Wagner e o deputado Paulo Teixeira, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC: 'Lula repassa a ligação com Jaques Wagner para o deputado federal Paulo Teixeira. Wagner e Teixeira tratam da melhor forma de conversarem um assunto particular.' A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 2 min 40 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 6 min 15 s · 2,9 MB

Áudio de interceptação telefônica (fev./mar. de 2016): Lula conversa com o ministro Edinho Silva, da Secom (cópia EBC, 'áudio 4')

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o então ministro da Secom, Edinho Silva, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. Rótulo da EBC: 'Creative Commons - CC BY 3.0 - Lava Jato - áudio 4 - Lula e Edinho'. Segundo a EBC, Lula fala sobre futebol (Ferroviária) e sobre a repercussão da troca no Ministério da Justiça. ATENÇÃO: a EBC publicou o mesmo arquivo também sob o rótulo 'Lava Jato - áudio 5 - Lula e Jaques' (URL .../4_-_audio5_-_lula_e_edinho.mp3 e .../4_-_audio5_-_lula_e_edinho_0.mp3 têm conteúdo idêntico, SHA-256 igual); o áudio Lula–Jaques Wagner descrito pela EBC não foi localizado. A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 6 min 15 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 1 min 24 s · 369 KB

Áudio de interceptação telefônica (mar. de 2016): Lula conversa com Gilberto Carvalho sobre a nomeação de Eugênio Aragão

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e Gilberto Carvalho, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC: 'A conversa é entre o ex-presidente Lula e Gilberto Carvalho, ex-ministro de seu governo. Eles comentam a nomeação de Eugênio Aragão para o ministro da Justiça'. A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 1 min 24 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 2 min 37 s · 684 KB

Áudio de interceptação telefônica (mar. de 2016): Lula pede a Jaques Wagner que fale com "uma pessoa em Brasília"

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Jaques Wagner, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Lula combina encontro e brinca com possibilidade de ser preso'). A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 2 min 37 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 7 min 20 s · 2,0 MB

Áudio de interceptação telefônica (mar. de 2016): Lula conversa com o deputado José Guimarães, líder do governo na Câmara

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado José Guimarães (PT-CE), em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Lula diz que teve conversa "dura" com Dilma'): Lula pergunta sobre a situação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha; a EBC informa que a conversa 'ocorreu na semana passada'. A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 7 min 20 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 4 min 06 s · 1,0 MB

Áudio de interceptação telefônica (mar. de 2016): Lula conversa com Paulo Vannuchi sobre o novo ministro da Justiça

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Paulo Vannuchi, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Lula conversa com Paulo Vannuchi e critica novo ministro da Justiça'): conversa sobre Eugênio Aragão, novo ministro da Justiça. A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 4 min 06 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 1 min 17 s · 330 KB

Áudio de interceptação telefônica (mar. de 2016): Lula e Roberto Teixeira falam da "coisa que caiu com ela" e do "baianinho"

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado Roberto Teixeira, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC: 'Os dois comentam sobre aquela "coisa" que caiu com "ela" e cita sobre um tal "baianinho" [...]. Para a Justiça, ela refere-se à Rosa Weber e o "baianinho" seria Jaques Wagner.' A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 1 min 17 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 2 min 45 s · 697 KB

Áudio de interceptação telefônica (mar. de 2016): Lula e Roberto Teixeira tratam de contato urgente com Jaques Wagner

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Roberto Teixeira e um interlocutor identificado pela EBC apenas como 'Cristiano', com ligação intermediada por Valmir Moraes, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Jaques Wagner deve conversar com "uma pessoa lá, urgente", diz Lula'). A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 2 min 45 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 6 min 57 s · 1,8 MB

Áudio de interceptação telefônica (fev./mar. de 2016): Lula pede ao advogado Sigmaringa Seixas que fale com Rodrigo Janot sobre os presentes recebidos na Presidência

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Lula pede que advogado fale com Janot'): Lula pede que o advogado converse com Janot para que os presentes recebidos quando era presidente sejam guardados pelo Ministério Público Federal. A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 6 min 57 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 6 min 53 s · 1,8 MB

Áudio de interceptação telefônica (mar. de 2016): Lula conversa com Vagner Freitas sobre a coletiva após a condução coercitiva e o governo Dilma

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e Vagner Freitas (CUT), em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Lula fala com Vagner Freitas sobre quem são os inimigos de Dilma'): Lula comenta a coletiva após a condução coercitiva e conversa que teve com a presidenta. A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 6 min 53 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 3 min 45 s · 891 KB

Áudio de interceptação telefônica (fev./mar. de 2016): Lula conversa com Vagner Freitas, presidente da CUT (arquivo WAV)

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e Vagner Freitas (CUT), após ligações intermediadas, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Lula conversa com o Vagner de Freitas, presidente da CUT'): Vagner Freitas diz que 'depois desse negócio da Petrobras' iriam 'largar de mão'; os dois conversam sobre reunião no diretório do PT. A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 3 min 45 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 2 min 37 s · 716 KB

Áudio de interceptação telefônica (mar. de 2016): Lula conversa com Vagner Freitas, presidente da CUT, sobre uma reunião

Gravação de interceptação telefônica com Luiz Inácio Lula da Silva e Vagner Freitas (CUT), em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC ('Lula conversa com presidente da CUT'): os dois comentam uma futura reunião; Lula diz estar com 'muita indecisão' e menciona ato dos bancários em seu apoio. A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 2 min 37 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 1 min 32 s · 386 KB

Áudio de interceptação telefônica (mar. de 2016): Valmir Moraes, chefe da segurança de Lula, e o advogado Roberto Teixeira ('o nome do assunto é Rosa Weber')

Gravação de interceptação telefônica com Valmir Moraes (chefe da segurança de Lula) e o advogado Roberto Teixeira, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. EBC: 'Teixeira pede que Moraes informe que Lula deve entrar em contato imediatamente com o Ministro da Casa Civil, Sr. Jaques Wagner, para avisá-lo que o "nome do assunto é Rosa Weber".' A EBC não informa a data da ligação; ela ocorreu no período da interceptação (19/02 a 16/03/2016). A data registrada (16/03/2016) é a do levantamento do sigilo dos autos. Duração: 1 min 32 s.

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Áudio · 16 de março de 2016 · 26 s · 202 KB

Áudio da interceptação telefônica de 16/03/2016 (13h32): diálogo entre Dilma Rousseff e Lula sobre o termo de posse (cópia publicada pela EBC)

Gravação de interceptação telefônica com a então presidente Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, em cópia publicada pela EBC em março de 2016. Publicado pela EBC na cobertura ao vivo de 16/03/2016 (entrada das 22h, 'Áudio de Lula e Dilma pode não valer como prova') com a frase 'Confira o áudio do grampo na íntegra' e o rótulo 'Creative Commons - CC BY 3.0 - conversa_dilma_e_lula.mp3'; também incorporado na página 'Ouça os áudios de Lula divulgados pelo juiz Sérgio Moro' (seção 'Documento de Posse'). Duração: 0 min 26 s. Há transcrição do diálogo reproduzida em decisão oficial: liminar do STF no MS 34.070 (18/03/2016), p. 31 — documento 'delacoes-stf-ms-34070-liminar-2016-03-18'. Em 13/06/2016, o STF (Min. Teori Zavascki, Rcl 23.457) reconheceu a nulidade das conversas colhidas após a ordem de interrupção das escutas (16/03/2016, 11h12), situação em que a decisão enquadra este diálogo; ele não tem validade como prova.

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Vídeo · 25 de agosto de 2020

JJ1 – Lula poderá ter acesso a trechos da delação premiada de Antônio Palloci

Reportagem do Jornal da Justiça (TV Justiça) sobre a decisão da 2ª Turma do STF na Pet 8.421 (título do vídeo reproduzido como publicado).

Procedência

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Relacionado a: 2ª Turma garante a Lula acesso a trechos da delação de Palocci que o mencionem (Pet 8.421)

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Vídeo · 1º de fevereiro de 2021

JJ2 – STF retira sigilo das mensagens apreendidas na Operação Spoofing

Reportagem do Jornal da Justiça sobre o levantamento do sigilo da Rcl 43.007 pelo Min. Ricardo Lewandowski.

Procedência

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Relacionado a: Lewandowski retira o sigilo da reclamação em que garantiu a Lula acesso às mensagens da Spoofing

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Vídeo · 9 de fevereiro de 2021

JJ2 - 2ª Turma do STF garante acesso de Lula às mensagens apreendidas na Operação Spoofing

Reportagem do Jornal da Justiça sobre o julgamento da 2ª Turma na Rcl 43.007 AgR.

Procedência

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Relacionado a: 2ª Turma mantém acesso de Lula às mensagens da Spoofing; Fachin diverge

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Vídeo · 17 de fevereiro de 2021

JJ2 - Ministério da Justiça deve informar sobre acordos envolvendo Odebrecht e Petrobras

Reportagem do Jornal da Justiça sobre o despacho do Min. Ricardo Lewandowski que pediu informações ao Ministério da Justiça.

Procedência

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Relacionado a: Lewandowski pede ao Ministério da Justiça informações sobre cooperação internacional com Petrobras e Odebrecht

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Vídeo · 28 de junho de 2021

JJ2 - Provas obtidas com acordo de leniência da Odebrecht não podem ser usadas contra Lula

Reportagem do Jornal da Justiça sobre a decisão do Min. Ricardo Lewandowski na Rcl 43.007.

Procedência

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Relacionado a: Lewandowski declara imprestáveis contra Lula as provas da leniência da Odebrecht na ação do Instituto Lula

Pessoas e instituições

André EstevesBanqueiro (BTG Pactual), denunciado no Inq 4.170Antonio Palocci FilhoEx-ministro da Fazenda e da Casa Civil; firmou acordo de colaboração com a Polícia FederalCármen LúciaMinistra do STF; votou inicialmente pelo não conhecimento do HC 164.493 e, em 23/03/2021, pela concessão da ordem.Cristiano Zanin MartinsAdvogado de Lula, impetrante dos habeas corpus e representante na Comunicação nº 2841/2016.Delcídio do Amaral GomezEx-senador (MS); firmou acordo de colaboração premiada com o MPF homologado pelo STF em 2016Deltan DallagnolEx-procurador da República, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, citado no parecer da ONU quanto às declarações públicas de procuradores.Departamento de Justiça dos EUA (DOJ)Órgão do governo dos EUA parte no plea agreement com a OdebrechtDias ToffoliMinistro do STF; participou dos julgamentos plenários do HC 193.726.Dilma RousseffPresidente da República (2011–2016); reclamante na Rcl 23.457Edson FachinMinistro do STF, relator dos HCs 164.493 (vencido) e 193.726.Emilio Alves OdebrechtEx-presidente do conselho do Grupo Odebrecht; colaboradorGilmar MendesMinistro do STF, redator do acórdão do HC 164.493 e do segundo agravo no HC 193.726; autor da decisão de extensão de 24/06/2021.João Pedro Gebran NetoDesembargador federal do TRF4, relator dos processos da Lava Jato na 8ª TurmaJosé Adelmário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro)Ex-presidente da construtora OAS; corréu em ações da Lava Jato e colaboradorJosé Carlos BumlaiPecuarista, denunciado no Inq 4.170Luis Felipe SalomãoMinistro do STJ, relator do REsp 1.842.613Luiz Inácio Lula da SilvaEx-presidente da República (2003–2010), réu nas ações penais anuladas, paciente dos HCs 164.493 e 193.726 e autor da Comunicação nº 2841/2016 à ONU; eleito presidente em 2022.Marcelo Bahia OdebrechtEx-presidente do Grupo Odebrecht; colaboradorMaria Isabel GallottiMinistra do STJ, vencida no REsp 1.842.613Ministério Público Federal / Procuradoria-Geral da RepúblicaAutor do agravo regimental contra a decisão de 08/03/2021 no HC 193.726; no DF, manifestou-se pela prescrição no caso triplex.Nestor CerveróEx-diretor da área internacional da Petrobras; colaborador (Pet 5.886)Nunes MarquesMinistro do STF; votou pela denegação do HC 164.493 e pela competência de Curitiba no HC 193.726.Odebrecht S.A.Grupo empresarial que firmou acordos de leniência no Brasil e plea agreement nos EUA (2016)Polícia FederalPolícia judiciária da União; conduziu as interceptações, a Operação Aletheia e a Operação Spoofing e firmou acordo de colaboração com PalocciRicardo Augusto Soares LeiteJuiz federal da 10ª Vara Federal Criminal do DF (segundo a imprensa, autor das sentenças do caso Cerveró e da Operação Spoofing)Ricardo LewandowskiMinistro do STF; votou pela concessão do HC 164.493.Sergio Fernando MoroEx-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, declarado suspeito pela 2ª Turma do STF; ministro da Justiça e Segurança Pública de 01/01/2019 a 24/04/2020.Teori ZavasckiMinistro do STF, relator da Lava Jato até sua morte em janeiro de 2017Walter Delgatti NetoRéu na ação penal da Operação Spoofing (invasão de contas de autoridades)